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Dia de Fátima

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Todo dia 13 de cada mês, fiéis devotos de Nossa Senhora de Fátima repetem a peregrinação das aparições, assim como aconteceu nos seis meses em que a Santa apareceu aos três pastorinhos, a partir do dia 13 de maio de 1917.
A adoração dos fiéis a Santa leva a concentração de pessoas na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Avenida Treze de Maio, no bairro de Fátima. A multidão chega a fechar a avenida para participar das celebrações em homenagem a Santa. Do outro lado, na Praça que fica em frente a Igreja de Fátima, barracas são montadas e vários artigos associados a Santa são comercializados.
 
No último domingo não foi diferente, logo cedo pela manhã, fiéis lotavam a igreja para as primeiras celebrações do dia 13 de junho, dia em que é comemorada a segunda aparição da Santa na Cova da Iria.
Nem mesmo o sol intenso afastou os fiéis de seu momento de adoração. Seja na igreja ou aos pés da estátua de Nossa Senhora de Fátima, localizada na Praça em frente à igreja os fiéis professavam a sua fé.
Ali, diferentes testemunhos, milagres, chamados eram traduzidos num ficar de joelhos, em lágrimas de agradecimento, em trajes temáticos para pagar promessas, enfim cada um professava do seu modo, a sua fé.
Gualberto Unias (50) é um desses devotos de Nossa Senhora de Fátima com um testemunho de fé. Morador do bairro Planalto Airton Sena, Gualberto é devoto da Santa a cerca de vinte anos quando por causa do consumo de bebidas alcoólicas e do cigarro sua esposa o deixou. Mas o álcool e o cigarro não lhe causaram problemas só em casa, ele era funcionário público da Universidade Federal do Ceará, técnico de refrigeração e por conta da depressão causada pelo abandono de sua esposa Gualberto ficou desempregado.
Sua mãe, Maria Luiza, era devota de Nossa Senhora de Fátima, ela o deu forças para superar as perdas e a partir daí Gualberto sentiu o chamado para a vida de fiel a Santa. Ele começou a frequentar as missas na Igreja de Fátima de um jeito inusitado e assim o faz até hoje. Gualberto começou a sua jornada de fé caminhando e correndo do Planalto Airton Sena, onde mora, até a igreja, no bairro de Fátima.
Após a devoção pela Santa a vida dele mudou. Gualberto, hoje está casado há quatorze anos, com Ana Solange com quem tem dois filhos Olavo Neto e Ana Clécia e trabalha numa empresa de refrigeração.
A cada missa que Gualberto participa ele traz uma fita amarrada no braço esquerdo para que esta seja benta e retorne para sua casa, junto com ele.
O momento de adoração a Santa toma conta de todos os fiéis que se tornam próximos, irmãos na fé. Durante a celebração um fiel aproximou-se de Gualberto e mesmo sem o conhecer lhe deu uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, ele agradeceu e disse não saber por que aquela pessoa o escolheu.

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